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terça-feira, 5 de julho de 2016

Desenvolvimento Mediúnico

            Como sabemos, e para os que não sabiam eis o momento de saber, todos nós já nascemos médiuns, sendo a mediunidade o meio que nos liga à espiritualidade e vice e versa, podendo esta se apresentar de diferentes maneiras e intensidades.


            Porém quero direcionar este texto para o “Desenvolvimento Mediúnico”. Nos terreiros de Umbanda é visível o aumento da procura pelo desenvolvimento da mediunidade de incorporação, mas será que nossos irmãos, principalmente os que estão se iniciando agora na Umbanda estão agindo de maneira correta?


            Quando penso em um significado prático para o desenvolvimento mediúnico, chego ao entendimento de que é o ato de fazer crescer, progredir, aprimorar este canal, no qual somos o meio, que nos permite a comunicação com os Espíritos.


            Todavia, precisamos ter sempre em mente que mediunidade não é algo criado, ou colocado em alguém, sendo assim no desenvolvimento não são criados médiuns, já que a mediunidade faz parte de nós como algo natural, o que ocorre é o aperfeiçoamento, de algo que já existe, aprendemos a utilizar adequadamente a mediunidade.


        Antes de tomar qualquer decisão ligada a desenvolvimento nossos irmãos de fé, e principalmente os que estão em seus primeiros contatos com a Umbanda e a espiritualidade, precisam conhecer melhor, tanto o terreiro escolhido quanto a própria Umbanda.

             Uma boa maneira de fazer isso é começar a frequentar as giras, ir conhecendo as entidades e a maneira que a casa trabalha, se familiarizando às vibrações e aos ensinamentos transmitidos pelos guias, e, além disso, continuar a busca pelo conhecimento sobre a Umbanda fora do terreiro, através do estudo.

            Decidir iniciar o Desenvolvimento Mediúnico e entrar para a corrente de um terreiro é uma decisão que deve ser tomada com responsabilidade, pois está se dando inicio a um comprometimento do médium para com a espiritualidade.


            Muitas vezes durantes os passes ou atendimentos as entidades avisam o consulente sobre a necessidade que o mesmo tem de começar a buscar o desenvolvimento de sua mediunidade, de primeiro impacto alguns se assustam com a novidade, até então desconhecida; outros já vinham trazendo sensações e até mesmo já tinham conhecimento sobre essa precisão; e ainda outros ficam eufóricos e ansiosos, sentindo-se até mesmo mais especiais, bate aquela pontinha de vaidade, e o interesse instantâneo pelo “dom sobrenatural” se inicia e então no impulso decidem pelo desenvolvimento.


            Em uma decisão premeditada, as pessoas não levam em consideração qual é o real papel de um médium, quais as obrigações necessárias, não se atentam que quando um compromisso é firmado com um terreiro deve-se respeitar as normas da casa, ser assíduo e pontual com os horários das giras, não levam em conta que a Umbanda possui Fundamentos e que em sua ritualística existem momentos em que o médium deverá cumprir preceitos, como por exemplo: não comer carne, não consumir álcool, não ter relações sexuais; que muitas vezes terão que abrir mão de festas ou encontros familiares para estarem presentes na giras, entre outros pontos que vão sendo descobertos só depois que já estão no terreiro. Cada terreiro de Umbanda tem sua própria maneira de trabalhar com o desenvolvimento mediúnico, mas essas observações que são válidas em todos eles.  
            Dando-se então o inicio ao Desenvolvimento, vale ressaltar que não é apenas a  mediunidade que esta sendo aprimorada, e sim todo o médium, seu lado moral e intelectual. Tudo isso caminha junto não é possível se aprimorar de um lado estando manco de outro.


            Uma maneira de ordenar todo este processo: iniciando pelo “Desenvolvimento Intelectual”, adquirir conhecimento é fundamental para a trajetória na evolução espiritual, é através dele que expandimos nossa consciência, buscar a fundo sobre a real função da mediunidade e sobre a Umbanda é um grande começo.


            Partindo agora para o “Desenvolvimento Moral”. Sim sua moral é cobrada, e não pelo seu dirigente ou pelas entidades, mas sim pelas consequências de seus atos. Como podemos buscar evolução espiritual estando ainda presos aos erros de conduta moral? É até mesmo uma hipocrisia ir até um terreiro prestar a “caridade”, mas fora dele estar no caminho inverso. Quando digo moral estou sim me referindo a noção de certo e errado, ao uso de bom senso nos atos e nos pensamentos, aos preconceitos e sentimentos que alimentamos em nós e em toda e qualquer atitude que tomamos.

            Somos cristãos e como tal, devemos seguir os exemplos de Nosso Mestre Jesus Cristo, e a moralidade é um deles, o que mais uma vez reforça a total ligação de Desenvolvimento Moral com Evolução Espiritual.
            E então chegamos no ponto em que o médium está se moldando para o seu Desenvolvimento Mediúnico, pois quando há a consciência de que tudo isso precisa caminhar junto, gradativamente o médium vai se aprimorando em todos os aspectos, e com o  passar do tempo vai fortalecendo e amadurecendo a mediunidade e assim a ligação com as entidades espirituais. Ai sim é o momento de se atentar com a vibrações e novas sensações que estarão sendo descobertas com a mediunidade.


            Pois então, Desenvolver a Mediunidade vai muito além de  ir no terreiro vestir branco e esperar as vibrações acontecerem,  é um processo, um preparo, um aprendizado, é a busca pela Evolução Espiritual. Não se deve ter pressa, muito menos pular etapas, todos nós temos o momento certo para a compreensão e expansão de nossas consciências,


            Que os Desenvolvimentos durem o tempo necessário e que deles recebamos médiuns capazes, com seriedade e seguros para seguir na missão de Caridade e Amor ao Próximo assim como Jesus Cristo nos ensina.          
Saravá Nossa Umbanda Sagrada!!


Saravá Nosso Mestre Jesus Cristo!!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Saravá Xangô!!!

   Resultado de imagem para xango na umbanda são joão batista
      Xangô é o Orixá da sabedoria e da justiça, é o responsável pela solução das pendências e das injustiças dentro do merecimento de cada um, simbolizando a lei de causa e efeito. 

         No sincretismo os africanos o ligaram a São João Batista a São Pedro e a São Jerônimo. Conforme a região do Brasil, Xangô é sincretizado a um destes três, em algumas regiões, como o Rio de Janeiro, a dois simultaneamente (São João Batista comemorado a 24 de junho e São Jerônimo comemorado a 30 de setembro).

         Seu dia na semana é a quarta feira sua cor na Umbanda é o marrom.

      Recorrem a Xangô todos os injustiçados, perseguidos espiritual e materialmente. Seus são as pedreiras e as cachoeiras. De Xangô emanam forças poderosíssimas, é a Ele que recorremos quando necessitamos de ajuda nos processos que demandem muita energia, nas demandas espirituais, nos processos judiciais, enfim, todos os assuntos ligados à lei e a justiça.

         Lembrando, sempre o que nos é concedido se dá pelo nosso merecimento, como consequências de nossas atitudes. Não há como esperar que a vibração de Xangô esteja a nosso favor, quando somos nós mesmos que estamos no lado errado da Justiça Divina. Portando meu irmão Orai e Vigiai e permanecei sempre dentro da Lei de Nosso Pai Maior assim como nosso Mestre Jesus nos ensina, e então Xangô, assim como todos as vibrações dos Orixás da Umbanda Sagrada, estarão com você.

         Não há necessidade de pedir a Xangô a justiça, ele a fará sempre mesmo que você não peça ajuda, pois assim age a Lei Divina.

Kâo Cabecile Pai Xangô!
Saravá Nossa Umbanda Sagrada!

Saravá Nosso Mestre Jesus Cristo!

terça-feira, 21 de junho de 2016

Em face a tantos conflitos...

Em face a tantos conflitos...
Paraguaçú, um Caboclo em Terras brasileiras.
Médium Mãe Luzia Nascimento
Em, 25 de abril de 2008.

            Em face à tantos conceitos cósmicos e questões que se reportam aos conhecimentos helênicos e transcendentais, a de se observar um largo distanciamento do umbandista do que seja a essência da Umbanda, Religião abraçada por muitos, porém, pouco vivenciada pela grande maioria dos que Dela participam.

            Viver a Umbanda não é dar-lhe nomes cabalísticos com a finalidade e preocupação precípua de demonstrar-lhe sua área de atuação;
            Viver a Umbanda não é direciona-la aos que possuem inteligências notáveis, apresentando-a em pontos e contrapontos tão somente para as mentes brilhantes.
            Viver a Umbanda não é limita-la a tal ou qual escola porque nenhuma Delas é dona da Umbanda.
           
            Umbanda: “manifestação do Espírito para a caridade!”
            A de ser reconhecer que quando os filhos dessa Banda lhe nomeiam, direcionam a uma minoria como sendo os eleitos para assimilação da verdade oua limitam, estão forçosamente fazendo um caminho inverso do que seja o exercício da caridade.

            A Umbanda é grandiosa! Tão grandiosa que esconde sua verdadeira face nas formas fluídicas escolhida pelos seus trabalhadores espirituais que se apresentam nos terreiros como Caboclos, Pais Velhos, Ibeijadas e Exus.
            A Umbanda é ampla por agregar em si espíritos de todas as nacionalidades que se amoldam perfeitamente ao seu triângulo de sustentação.
            A Umbanda é rica! Não por alguns templos suntuosos que a projetam, mas, sim, pela simplicidade que fala aos corações sofridos!
            A Umbanda é humildade pela palavra consoladora e de fácil entendimento para os que a ouvem com a ausculta astral!
            A Umbanda é caridade pela extensão dessa palavra que caminha ladeada ao amor!
            A Umbanda é energia em pleno movimento! Em plena extensão!
           
            Expandam vossas mentes!
            Calem vossas intolerâncias, as vossas indiferenças!
            Sensibilizem vossos corações! Pois, só assim valerá a pena estar na Umbanda. Ser umbandista! Até porque fora disso não resultará em nada os filhos terem visto a Luz de Oxalá e permanecerem cegos.

            Umbanda é trabalho!
            Então meus filhos! Trabalhem pelo vosso próximo! Trabalhem por vocês! Trabalhem pelo hoje preparando o futuro de muitas gerações.
        Lembrem-se! Vocês são instrumentos de uma Causa muito Maior a qual não vê fronteira e nem rótulos, mas, sim, a disposição que cada qual tem de servir a Lei de Aruanda.

          Os modismos passam e sempre passarão! Mas, a Umbanda permanecerá em toda sua plenitude, o que será visto pelos que tem olhos de ver e ouvidos para ouvir.
Patacori Ogum!
Ogum nhê!


Fonte:  UMBANDA - MITOS E REALIDADE

              Iassan Ayporê Pery

quarta-feira, 15 de junho de 2016

...Graças a Oxalá, a umbanda não é mais uma lamparina que afoga e imobiliza os que buscam a luz espiritual.

        A luz da verdadeira religiosidade está provisoriamente compartimentada na Terra. Iludem-se os filhos pelo falso brilho e, aprisionados nas religiões que praticam, consideram-se "salvos".

        Não são muito diferentes das mariposas atraídas cegamente pela luminosidade das lamparinas nas varandas da casa do sinhô. Facilmente se afogavam no azeite ou caíam ao solo pela oleosidade que paralisava suas delicadas asas, sendo rapidamente devoradas pelos répteis rastejantes ao longo da noite que nos encobria, escravos exaustos.

         Saibam que no passado de grande opressão aos cultos ancestrais, esta preta velha, triste, ficava sentada na entrada da senzala. Ao fundo, escutava gemidos provocados pela dor das chibatadas dirigidas aos dorsos nus dos negros "preguiçosos". Pensava que, se não houvesse perseguições religiosas e se cada um dos manos brancos procurasse o caminho mais desejável para apaziguar a ânsia espiritual que os afligia - não somente quando seus filhos ou eles mesmos adoeciam, ocasiões em que, sem jeito, às escondidas e com pouca modéstia, pediam cura aos intermediários dos orixás -, não haveria tanto conflito até os dias atuais.

     Religiões, doutrinas, crenças, cultos e ritos, raças, sexos, idiomas, riqueza e pobreza, saúde e doenças, alegrias e dores, todas as diferenças psíquicas e biológicas, as peculiaridades características das formas que animam as personalidades mortais, tudo isso nada mais é que ilusórios degraus, os quais devem ser superados a caminho da real escada evolutiva do espírito.

       Se hoje nos apresentamos como fomos ontem - eu, por _exemplo, com a aparência de uma preta velha, contando "causos" e descontraindo os ânimos -, é para chegarmos mais facilmente aos endurecidos corações da Terra. A umbanda despersonaliza legiões de espíritos e libera-os do apego às formas, uma vez que não importa qual é a entidade espiritual curvada diante de seu aparelho no terreiro, e sim sua essência missionária: fazer a caridade com Jesus.

    A umbanda molda-se à diversidade das consciências e é ativa, dinâmica, universalista e convergente em sua parte visível terrena, estável e firme no espaço oculto. Nessa abençoada "mistura", todos estão evoluindo.

       Graças a Oxalá, a umbanda não é mais uma lamparina que afoga e imobiliza os que buscam a luz espiritual.

Vovó Maria Conga

Fonte: RAMATIS A MISSÃO DA UMBANDA -
Obra mediúnica inspirada pelo espírito Ramatís ao médiumNorberto Peixoto

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Caridade

Por Mestre Obashanan

            O termo “caridade” vem do latim caritas (amor), de carus (caro, de alto valor, digno de apreço, de amor).
            Identifica-se hoje, frequentemente, a caridade com um afeto piegas que se traduz por gestos de assistência paternalista. O termo evoca, imediatamente, a ideia de esmola, tanto que a expressão “viver de caridade pública” significa viver de esmolas, no entanto, caridade é algo bem mais profundo.
            A Umbanda em seus primórdios cunhou a frase “Fé, Esperança e Caridade”. Fico ainda, com o que escreveu mestre Yapacani: “Pratique a caridade nem que seja por vaidade”.
            No ponto de um caboclo aprendemos: “Pedrinha do alto/Pedrinha de ouro/Pedrinha de Loango é…/3 Pedras vem lá do céu: Caridade, Esperança e Fé”, indica a benção que vem do alto na forma de justiça e igualdade para todos. Em outro ponto aprendemos: “Quando ele vem lá do Oriente/Vem com ordens de Oxalá/Sua missão é muito grande/É espalhar a CARIDADE/E seus filhos proteger”. Já ouvi muito dirigente umbandista contraditório dizer ser a caridade proibitiva na Umbanda. Nesse caso, o que devemos fazer? Mudamos o ponto ou entendermos o conceito?
            Etimologicamente, caridade sugere dom, preciosidade, intimidade; De fato, caridade é oblação, virtude, atitude de comunhão mais ainda é vida. Por isso mesmo comporta exigências e é objeto de preceito. Sua tradução como amor se identifica se este está despido de ambigüidades. Supera, em objeto e motivação, a filantropia. Relaciona-se proximamente à justiça enquanto estabelece ordem no que é coletivo impedindo que estas diferenças se cristalizem e se degenerem em CONFUSÃO (!).
            Coincide em grande parte com a Graça. Caridade é o amor desinteressado ao próximo e é justamente aí que falhamos pois o próximo nem sempre é interessante. Este fio tenebroso de pensamento é o que nos aproxima do egoísmo quando escolhemos a quem devemos praticar caridade. Caridade é, uma dileção sem predileção e por isso supera e não é filantropia, que é o amor à humanidade, e sendo esta uma abstração, é mais comum a quem não quer ter trabalho para praticá-la como deve ser praticada.
            Assim, como o próximo pode ser qualquer um, a caridade, é, em princípio, universal. É o que a distingue da amizade, que é inseparável da escolha ou da preferência, pois os amigos nós escolhemos, já os próximos não. Amar seus amigos não é amar qualquer um, nem amá-los de qualquer maneira: é simplesmente preferi-los numa escolha que, quando mal feita, pode levar à injustiça e à hipocrisia.
            A caridade tem por objeto apenas os indivíduos, em sua singularidade, em sua concretude, em sua fragilidade essencial. É amar qualquer um, mas na medida em que é qualquer um; é regozijar-se com a existencia do outro, seja o que ele for, mas tal como ele é.
            O que nos separa dele, esse outro tão distante, é o EU, que só sabe AMAR A SI (egoísmo) ou PARA SI (concupiscência). Já diziam os antigos que “Caridade bem ordenada para nós é começada”, mas costuma-se tomar o dito ao inverso de seu sentido.

E, finalmente, a caridade só começa, existe e tem sentido real e efetivo, quando cessamos de nos preferir.

Fonte: http://estrelaverde.org/web/2016/05/24/caridade/
Tempo da Estrela Verde

terça-feira, 24 de maio de 2016

24 de Maio - Dia do povo Cigano na Umbanda, dia de Santa Sara Kali

         
         A Umbanda é uma religião que prega a prática da caridade e do amor ao próximo sobre todas as coisas. Por isso, todos os espíritos que queiram praticar a caridade, independente de suas origens terrenas e de suas encarnações são e serão sempre bem vindos a essa família.
         Os ciganos, bem como boiadeiros, marinheiros, baianos e orientais, não faziam parte da constituição inicial apresentada no surgimento da Umbanda. Entretanto, representam hoje, importante falange dentro dos trabalhos regulares das Giras de Umbanda. A falange dos Ciganos no astral cresce dia a dia, pois, cada vez mais, antigos ciganos estão percebendo que o planeta necessita de sua sabedoria sobre seu amor pela natureza e sobre manter o equilíbrio entre os elementos água, fogo, terra e ar.
         Santa Sara Kalli é sua orientadora para o bom andamento das missões espirituais. Não devemos confundir tal fato com Sincretismos, pois Santa Sarah é tida como orientadora espiritual e não como patrona ou imagem de algum sincretismo.
         Na Umbanda se apresentam na forma de espíritos de homens e mulheres que pertenceram ao povo cigano em alguma vida e também como espíritos que foram atraídos para essa linha por afinidade com a magia cigana. Por isso, os ciganos na Umbanda não têm obrigatoriamente que falar espanhol ou romanês, ler cartas ou fazer adivinhações. Há os espíritos ciganos que fazem isso porque já o faziam quando encarnados mas não é uma regra.
         Os ciganos atuam como guias espirituais, de maneira extremamente respeitosa e sempre procuram mostrar o caráter fraterno de seu povo, seu respeito pela família e sua capacidade de repartir o pão. Entendem o ritual umbandista como meio de evoluir, onde podem contribuir com ricas orientações e com a alegria de seus cantos e de suas danças.
         Os espíritos ciganos não trabalham a serviço do mau. Trazem uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, dentro do critério de merecimento. Sua atuação influencia bastante no campo do bem-estar pessoal e social, da saúde, do equilíbrio físico, mental e espiritual. Eles também são muito procurados para auxílio no progresso financeiro e nas causas amorosas. Cheios de simpatias espirituais, os espíritos ciganos trabalham ainda para a cura de doenças espirituais.
         Algumas pessoas erroneamente procuram essa linha com pedidos contrários à função dessas entidades. Esquecem que elas agem libertando e nunca prendendo, seja no sentido religioso, amoroso ou profissional. Os Ciganos libertam, amam e transformam em nome da vida e da alegria.

Saravá o Povo Cigano 
Saravá Nossa Umbanda Sagrada


Fonte: http://www.ceenc.com.br/2012/10/estudo-de-grupo-ceenc_17.html

sexta-feira, 13 de maio de 2016

SARAVÁ OS PRETOS VELHOS!!!!! - 13 DE MAIO.


SARAVÁ OS PRETOS VELHOS!!!!!  - 13 DE MAIO.

        Em Nossa Umbanda Sagrada, hoje é o dia em que homenageamos esta falange tão importante para nós, eu diria até mesmo fundamental sendo um dos pilares da Tríade da Umbanda.

        Entidades que nos trazem na prática os exemplos dados por Nosso Mestre Jesus Cristo, exemplos de Amor, de Caridade e Humildade.

        Apresentam-se nos terreiros de Umbanda com a roupagem fluídica dos velhos negros e escravos, e com essa forma humilde evitam intimidar as pessoas que os procuram a fim de resolver problemas diversos. Com este subterfúgio, conseguem maior proximidade com o consulente e ensinam como as pessoas podem aprender com os próprios erros e como fazer para avançar na escala espiritual. Representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade.
        São um ponto de referência a todos que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Lembrando que tudo é feito dentro do merecimento de cada um.

        Quem já chegou em um terreiro com o coração apertado com seus problemas e recebeu um abraço fraterno de um preto-velho, pode dizer que recebeu ali uma grande consolação.

        Agradeço a Zambi, nosso Deus Pai Todo Poderoso e a Nosso Mestre Jesus, por termos a graça de receber o carinho e a dedicação de entidades de tamanha benevolência.

        Agradeço a Vovó Luiza das Almas, e a toda a Falange de Pretos Velhos da Umbanda, por tudo o que fazem por nós, por sua paciência, por seus conselhos e ensinamentos que nos moldam e nos impulsionam no caminho de Nossa Evolução Espiritual, no Caminho para Casa do Pai.


ADOREI AS ALMAS!
SALVE NOSSO MESTRE JESUS CRISTO!
SALVE NOSSA UMBANDA SAGRADA!


sexta-feira, 4 de março de 2016

Mais uma ... Mensagem de um Amigo Desconhecido.

     
            "Cheguei a uma conclusão através de observações.
        Na óptica uma luz com bastante intensidade torna invisível outros focos de luz de pouca intensidade, na pratica podemos observar esse efeito visualizando as estrelas do céu em noite de lua cheia, a luz da Lua torna invisível as estrelas de luzes menos intensas.
         Porém no meio Religioso e, portanto também no Social é dever imprescindível de todo Espírito mais iluminado cuidar para não ofuscar nem tornar invisível a luz dos espíritos ainda em processo de expansão luminosa.
        Através de observação prática é possível visualizar comportamentos humanos que indicam essa "verdade", por exemplo, em salas de aula alunos que estão muito adiantados, comparados com os demais, acabam por causar desequilíbrios no meio, seja por soberba do próprio aluno adiantado ou por despeito e consequentemente desânimo dos outros alunos com adiantamento normal.
        Toda capacidade mais adiantada deve, por obrigação e cumprimento da Lei Maior, buscar meios de facilitar e expandir a capacidade dos menos capazes.
        Através da parte da física que estuda o comportamento da luz e por ser a luz uma particularidade da matéria em transformação, esse fenômeno se encontra em estado perfeito e tendendo sempre ao equilíbrio seguindo a ordem natural Divina, portanto, o comportamento das luzes em qualquer ordem de intensidade se somam para alcançar maior grandeza.
        Esse comportamento, essa característica não é observada nos Espíritos ainda em estágio de evolução, a própria lei da evolução associada a incapacidade consciencial momentânea de espíritos nos estágios de infância, cria uma situação de competição imatura na corrida evolucionária, causando desequilíbrios necessários para a superação individual.
         Concluindo que mesmo a ausência de luz tende a iluminar-se.

"A quem muito foi dado muito será cobrado", "não se espera figos de um abacateiro", "Para uma árvore ser considerada boa ela deve produzir bons frutos", " Qualquer quantidade de Luz cria uma reação em cadeia extinguindo a treva"."

- Autoria: Um amigo desconhecido.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

"Fumo e bebida na Umbanda... Por que?"

        


             A Umbanda é muito criticada pelo fato de suas entidades usarem o fumo e as bebidas nas sessões, os detratores aproveitando-se disto para taxarem as entidades de atrasadas ou primitivas.

         O FUMO
         O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia)  não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.
         O fumo é a erva mais tradicional da terapêutica psico-espiritual praticada em nossa religião.
         Originário do mundo novo, os nativos fumavam o tabaco picado e enrolado em suas próprias folhas, ou na de outras plantas, conhecendo o processo de curar e fermentar o fumo, melhorando o gosto e o aroma.
         O charuto e o cachimbo, ou ainda o cigarro, utilizados pelas entidades filiadas ao trabalho de Oxalá são tão somente defumadores individuais. Lançando a fumaça sobre a aura, os plexos ou feridas, vão os espíritos utilizando sua magia em benefício daqueles que os procuram com fé.
         Nos trabalhos umbandistas a cigarrilha de odor especial é muito utilizada pelas Pombogiras e Caboclas.
         Os charutos de fumo forte são peculiares à magia dos Exus, enquanto os charutos de fumo de melhor qualidade são usados por Caboclos.
         Já os Pretos-Velhos dão preferência aos cachimbos, nos quais usam diversos tipos de mistura de ervas, como o alecrim, a alfazema e outros, além de utilizarem cigarros de palha, impregnando assim os elementos com a sua própria força espiritual, transformando o tradicional “pito” em um eficiente desagregador de energias negativas. Desta maneira, como o defumador, o charuto ou o cachimbo são instrumentos fundamentais na ação mágica dos trabalhos umbandistas executados pelas entidades. A queima do tabaco não traz nenhum vício tabagista, como dizem alguns, representando apenas um meio de descarrego, um bálsamo vitalizador e ativador dos chakras dos consulentes.
         Vemos assim que, como ensinou um Pai Velho, “na fumaça está o segredo dos trabalhos da Umbanda”.
         Geralmente os Guias não tragam a fumaça, utilizando-a apenas para “defumar” o ambiente e as pessoas através das baforadas, apenas enchem a boca com a fumaça e a expelem sobre o consulente ou para o ar.
         A função principal é a de defumar aqueles que chegam até a entidade. Algumas entidades deixam de lado o fumo se a casa for defumada e mantiver sempre aceso algum defumador durante os trabalhos.
                BEBIDAS
         O álcool, tem emprego sério na Umbanda. Quando tomado aos goles, em pequenas quantidades, proporciona uma excitação cerebral ao médium, liberando-lhe grande quantidade de substâncias ativadoras cerebrais, acumulada como reserva nos plexos nervosos (entrelaçamento de muitas ramificações de nervos), a qual é aproveitada pelos guias, para poderem trabalhar no plano material.
         Deste modo, quando o médium ingere pequena quantidade da bebida, suas idéias e pensamentos, brotam com mais e maior intensidade. É também uma forma em que a entidade se aproveita este momento para ter maior “liberdade de ação”.
         Os exus são os que mais fazem uso da bebida. Isto se ao fato de, estas linhas utilizarem muito de energias etéricas, extraidas de matéria (alimentos, álcool, etc.), para manipulação de suas magias, para servirem como “combustível” ou “alimento”, encontrando então, uma grande fonte desta energia na bebida.
         A bebida também é usada para limpar/descarregar pontos de pemba ou pólvora usados em descarregos.
         O álcool por sua volatibilidade tem ligação com o ar e pode ser usado para retirar energias negativas do médium.
         Já o alcool consumido pelo médium também é dissipado no trabalho, ficando em quantidade reduzida no organismo.
         O perigo nestes casos é o animismo, ou seja, o Médium consumir a bebida em grandes quantidades por conta própria e não na quantidade que o Guia acha apropriada. Nestes casos, pode ser que o Guia vá embora e deixe o médium sob os efeitos da bebida que consumiu sem necessidade.
           MENORES DE IDADE

          Se o médium for menor de idade, não se deve permitir que o guia use o fumo e a bebida quando incorporado. Trata-se de respeitar as leis vigentes e evitar que o nome da Umbanda seja associado a possíveis processos judiciais.
         O mais indicado seria inclusive ter uma autorização dos responsáveis pelo menor para que ele possa participar dos trabalhos, especificando inclusive (se possível) os horários de início e término das mesmas.
             O FUMO E A BEBIDA SÃO INDISPENSÁVEIS?

          Podemos sim não utilizar fumo e bebidas. Estes elementos são ferramentas dos Guias para os trabalhos, que podem não ser utilizadas. Haverá uma diminuição da eficiência e rapidez do trabalho, mas ele será realizado também, mais devagar e de forma mais trabalhosa. Será como utilizar apenas as mãos para um determinado trabalho, possível, mas mais trabalhoso. É uma opção do médium, caso o médium não possa ou não queira fumar e beber, o Guia irá respeitar sua decisão.
         Pode neste caso solicitar apenas que sejam feitas oferendas com estes elementos, ou que um copo com sua bebida seja deixado próximo a ele quando esiver trabalhando incorporado.
  
Retirado da Apostila de Umbanda do grupo Povo de Aruanda