Pesquisar este blog

Seguidores

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Recado da Umbanda para os que a agridem

                                      Resultado de imagem para bandeira branca de oxala                                 

Recado da Umbanda para os que a agridem:

Se vierem ao meu chão no intuito de destruir minhas referências matérias, meus altares, minhas guias, meu terreiro, que auxiliam meus médiuns a se ligarem ao sagrado na prática da caridade, eu os perdoarei, e para meus médiuns darei a Pemba e com o ponto riscado eu seguirei o meu culto.

Se me tirarem também a Pemba, novamente eu os perdoarei, e entregarei Água e Folhas aos meus médiuns e com a seiva da vida e da natureza eu seguirei o meu culto.

Se persistirem e me tirarem também a água e as folhas, eu ainda os perdoarei, e fornecerei a vela e a chama aos meus médiuns e pela transformação do fogo eu seguirei o meu culto.

Se me tirarem a vela e o fogo, serão novamente perdoados, e eu usarei, através de meus médiuns, o dom do verbo para evocação do sagrado e seguirei com meu culto.

Compreendam que se vierem e cortarem as línguas e até mesmo aprisionarem os corpos dos meus médiuns, eu os perdoarei, e usarei a consciência livre para materializar no pensamento dos médiuns os meus fundamentos e seguirei com meu culto infinitamente.

Em minha essência não existe opressão e julgamentos, somente amor, perdão e a prática da caridade, banhada pelas irradiações divinas de Zambi.

Saravá Umbanda

Saravá Mestre Jesus 

"Autoria: Um Amigo Desconhecido, mas Imensamente Sentido!"

quinta-feira, 6 de julho de 2017

7 coisas que você só descobre depois de se tornar Umbandista:


⛤ 1 - Usar branco não é fácil.
Pode parecer que é fácil, mas não é.
Essa cor traz uma responsabilidade enorme. Você terá que aprender a vigiar seus atos, zelar pelo seu espiritual e entender que há irmãos que precisam, naquele momento, mais do que você. Então, você trocará festas, shows, amigos, bebidas e um dia de descanso, para se doar algumas horas para uma pessoa que você nunca viu e provavelmente nunca mais vai ver, mas posso te garantir, vale a pena.

⛤ 2 - Você é um médium 24 horas por dia e não só no terreiro.
Não adianta você se enganar dizendo que é médium só no terreiro porque você não é. A mediunidade faz parte de você, sempre fez, e isso não vai mudar.
Aos poucos você vai descobrir isso e entender que a espiritualidade não é culpada pela sua colheita. Eles te mostram um caminho, mas você tem um livre arbítrio e realiza suas próprias escolhas.
Você planta, você colhe.

⛤ 3 - As entidades não estão ali de brincadeira.
Nenhuma entidade esta ali de brincadeira. Todas elas, sem exceção, estão ali para trabalhar, ensinar e também aprender, por isso, ouça-os com atenção e trate-os com muito carinho e respeito.

⛤ 4 - Exú é uma entidade de Lei.
Você vai entender que Exú não esta ali para brincar, beber, fumar, dar em cima de alguém ou amarrar uma pessoa. Não. Eles não são assim.
Exús e Pombo Giras são entidades que trabalham nos planos inferiores sob a Lei do Pai Maior. São eles que nos protegem na entrada, na saída e nas encruzilhadas dessa vida.
Alguns são brincalhões outros mais firmes, mas todos carregam consigo a seriedade em seu trabalho, se utilizando somente da energia da bebida e do fumo, nada mais. E se for preciso Exú trabalhar sem a bebida ou o fumo, ele trabalhará, sem dúvidas.

⛤ 5 - É preciso ajudar e não só participar.
Ser médium e fazer parte de um terreiro não é só chegar no dia da Gira e fazer seu trabalho. Não. Não é assim.
O chão que você encontrou limpo, alguém limpou. A vela que você usou, alguém comprou. O banho que você tomou, alguém macerou. O local que você esta, a luz que você utiliza e a água que você bebe, alguém pagou. Então, ajude...
Ajude a limpar quando puder, leve o seu material de trabalho e, toda vez que possível, auxilie na compra daquilo que falta na Casa, colabore com o que conseguir para a manutenção do aluguel, da água e da luz...
Não. Isso não é sua obrigação, eu sei, mas também não é minha e nem do Dirigente que ali se encontra. A obrigação é nossa. Nós temos que manter e cuidar do lugar onde nossa espiritualidade escolheu para trabalhar.

⛤ 6 - Cansa.
Isso eu preciso te falar: Irmão, cansa.
Existe um antes, durante e depois, vou explicar:
ANTES de todo e qualquer trabalho, o terreiro precisa ser limpo da maneira correta e as firmezas precisam ser devidamente cuidadas.
Você precisará se alimentar de maneira correta, tomar seu banho de defesa, acender suas velas e se direcionar ao terreiro, algumas horas antes do inicio dos trabalhos, para ajudar, tentando permanecer sempre em silêncio.
DURANTE todo e qualquer trabalho, você estará fornecendo e recebendo energias, então, é importante que o processo do ANTES tenha sido cumprido com rigor.
Se você for médium de passe, lidará diretamente com energias. Se você for cambono, também lidará diretamente com energias, por isso, em todos os casos e cargos, é importante manter a firmeza.
DEPOIS de todo e qualquer trabalho, é preciso deixar o ambiente limpo de novo, então, pegue a vassoura, a pá, a esponja e mãos a obra.
Dia seguinte você com certeza estará com o corpo dolorido, entretanto, digo mais uma vez a você: vale a pena.

⛤ 7 - Você vai se apaixonar.
Independentemente dos 6 itens acima, você vai se apaixonar. Seja você um cambono, um médium de passe, um médium em desenvolvimento, um futuro sacerdote ou um simples consulente, esteja você na corrente ou na assistência, você vai se apaixonar por essa religião e nada, NADA, vai pagar a sensação de paz que vai te invadir ao receber um abraço sincero de alguém que você nunca viu, ao ver um sorriso no rosto de quem chegou chorando, ao ouvir o mais simples e sincero "obrigado"... Nada vai pagar.
Então, você esta esperando o que?
Apaixone-se você também.

Por: Manuela Campero

terça-feira, 27 de junho de 2017

VIDA DE MÉDIUM DE UMBANDA

                                          Resultado de imagem para medium de umbanda

VIDA DE MÉDIUM DE UMBANDA
Texto de Ricardo Barreira


    Então é Sexta-feira. ‘Ele’ saiu apressado do escritório. Antes de entrar no carro, recusou o convite para um chopinho com o pessoal de sua repartição. Ouviu uma ou duas gracinhas, mas nem se importou, já estava acostumado com aquela situação. Seus amigos não entendiam a tamanha dedicação que ‘ele’ tinha por sua religião.

    Chegou em sua casa e foi direto se preparar para o banho, seus pensamentos já estavam todos focados no que aconteceria naquela noite. Passou pelo quintal e pegou uma vasilha com um líquido de ervas dentro. Ele havia preparado no dia anterior, e deixou lá tomando sol e sereno. Seu dirigente lhe dissera que isto potencializava a energia daquele macerado. Banho tomado, líquido com as ervas no corpo derramado, e lá estava ‘ele’. Já nem parecia mais o executivo de terno e gravata, celulares e compromissos importantes. Todo de branco, cabelo sem gel e uma felicidade estampada no semblante. Beliscou um pedacinho de pão caseiro que estava sobre a mesa, pois naquela noite não iria jantar. Olhou no relógio como quem calcula minuto por minuto para não se atrasar.

    Coração já começara a bater mais forte, pois a semana inteira esperou por este dia. Voltou ao quintal e entrou em algo que parecia um quartinho. No local, em cima de algumas prateleiras forradas com toalhas brancas, imagens, pedras, velas, incensos e um curioso bem estar. Acendeu uma vela branca bem ao centro, fez suas orações pedindo à espiritualidade que lhe acompanhasse. Olhou para a imagem de um índio que estava na prateleira ao lado, e, em silêncio, como quem fala com o olhar, pediu para ele também lhe acompanhar. Bateu a cabeça naquele altar, respirou fundo e sentiu as batidas de seu coração aumentar.

  Logo já estava lá, uma casa simples, porém, muito bem organizada. Na entrada se curvou como quem cumprimenta alguém. Abraçou seus amigos, pediu a benção para um senhor, guardou uma mochila que trazia com ele. Bateu a cabeça em algo muito parecido com o altar que ele tinha em sua casa, mas bem maior. Posicionou-se como que fazendo parte de um círculo de pessoas. Todos em silêncio, em oração. Estava ‘ele’ em uma corrente de irmãos. Fora da corrente, pessoas se acomodavam em bancos. Novos, velhos, pobres, ricos, brancos, pretos e amarelos. Não havia distinção. Todos seriam atendidos naquela noite.

    O toque do tambor demonstra que está começando a reunião. Reunião de pessoas encarnadas e desencarnadas, em nome do amor. Uma lata perfurada, com ervas sobre a brasa, é passada de um lado para outro. Nesta hora seu coração ficou sereno. Não está mais ansioso, está entregue de corpo, alma e pensamento. Pedindo a Deus que faça ‘dele’ seu instrumento. Mais adiante, depois de algumas canções e palmas, ouve-se uma letra que fala das matas, dos nativos da floresta. Seu pensamento se volta até a imagem do índio com quem trocou olhares em sua casa.

    Sente então uma presença ao lado, e mesmo sem nada ver, sabe que é ele que está ali. Sabe que ele lhe escutou, atendeu seu pedido e lhe acompanhou. Nesse momento seu coração novamente disparou. Toda a espera da semana, as preparações que antecederam este momento e a recusa do chopinho com o pessoal do seu departamento. Seu mentor unido a ‘ele’ espiritualmente para mais uma noite de caridade, mais uma noite cumprindo sua missão. Mais uma noite na vida de um médium de coração.



"A VIDA NOS FEZ UMBANDISTAS, E NÓS FIZEMOS DA UMBANDA A NOSSA VIDA!"

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Vamos falar sobre suicídio? E por que não?



Resultado de imagem para compaixao


Após um bom tempo sem publicar no blog, retorno abordando um tema tão delicado, mas muito mais que isso, um tema necessário: O Suicídio.

Fiquei um bom tempo refletindo sobre o que compreendo disso, então pensei em fazer uma abordagem do Suicídio Sob Ótica da Umbanda, e então constatei que é um assunto pouco discutido e muito menos ainda compreendido, buscando fontes para uma pesquisa fui observando que o entendimento Umbandista e Espírita sobre suicídio estão extremamente alinhados. Confesso que fiquei descontente, pois o que mais se vê são explicações um tanto quanto agressivas sobre isso.

            Então resolvi abordar o Suicídio sob minha própria ótica, de um ser encarnado, falho, porém em evolução assim como todos nesse mundo. E começo por aqui mesmo “Ser em Evolução”, não importa o quanto erremos, estamos sempre evoluindo, nos erros e acertos há sempre um aprendizado, dessa forma o caminho pra evolução pode ficar mais lento, mas ele sempre nos leva a diante. Sendo assim ninguém “involui”, dessa maneira não podemos negar que o suicídio se torna também um caminho de aprendizado, caminho este penoso sim, cheio de sofrimento e marcas que serão levadas por muito tempo neste espírito, caminho que como todos os que escolhemos traz suas consequências.

            Não quero aqui justificar o ato do suicídio, como já sabemos a vida é Presente Divino, uma chance a mais que Deus nos dá, o que eu quero é fazer com que olhemos com mais compaixão para os irmãos que sucumbiram a esta dor. Via de regra quase todos os suicídio da atualidade estão ligados não à covardia, não a desistência, não a fraqueza e sim a FUGA, se torna a única medida rápida para eliminar o Sofrimento extremo moral ou material, sofrimentos esses que estão sempre ligados diretamente ao egoísmo e ao orgulho, seja ele da perda, da culpa, da rejeição etc.

            Onde leio sobre isso vejo listas das consequências que estão aguardando esses irmãos “O Espírito de um suicida voltará a novo corpo terreno em condições muito penosas de sofrimento, agravadas pelas resultantes do grande desequilíbrio que o desesperado gesto provocou no seu corpo astral, isto é, no perispírito.” - inúmeras descrições de vales de sofrimento, frases como “O suicida é um Espírito criminoso, falido nos compromissos que tinha para com as leis sábias, justas e imutáveis estabelecidas pelo criador...” e então me pergunto: Onde esta a compaixão? O que faria Cristo perante um suicida? O que nós estamos fazendo?

            A Compaixão esta abafada por julgamentos, muitas vezes parece que é mais necessário “criminalizar” o suicida perante a espiritualidade do que se compadecer à sua dor, mesmo que seja um momento de autoavaliação na busca de seu próprio perdão para então se libertar e seguir sua trajetória evolutiva , este espírito é um ser aprendendo com seus erros, que por inúmeros motivos (afinal não sabemos o que cada um traz em seus karmas e em seus corações) escolheu se refugiar e calar suas dores por um caminho tortuoso demais.

                Não me resta nem uma sombra de dúvida de que o Amor de Cristo está com todos esses irmãos em estado de sofrimento, por mais que eles não o notem devido suas próprias perturbações. Cristo é o maior exemplo de amor “... vem salvar as almas sem culpar nenhuma.” O Divino não nos castiga nem nos pune, aprendemos com as consequências de nossas atos “ação e reação”.
“E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento”. Marcos 2.17


            Enfim, estamos prontos para dizer tudo o que um suicida irá passar após seu desencarne, estamos prontos para apontar sua fraqueza, diminuir sua dor quando fazemos questão de frisar o quão repugnante é jogar fora a vida... Estamos prontos para julgar.
“O único julgamento que nos cabe é o AutoJulgamento”.

Passamos também a estar prontos para ajudar seja com orações, direcionamentos de energia fluídica, um abraço, uma conversa, um bom par de ouvidos, pensamentos benéficos ou de qualquer outra maneira um irmão que possa estar sofrendo, seja emocional ou espiritualmente. Não precisamos convencer ninguém a não cometer o suicídio, até mesmo porque essa decisão também faz parte do livre-arbítrio, e sim entender que os que escolhem por esse caminho não são fracos ou inferiores, e sim irmãos em sofrimento que não encontraram o acalanto para suas dores.

Que ao tivermos noticias de um suicídio, ao invés de enumerar “n” consequências e sofrimentos que estarão por vir, possamos sentir a verdadeira Compaixão e Amor ao próximo e orar por este irmão emitindo apenas pensamentos que somem á sua evolução e a libertação de sua dor.
                      Eu posso ser contra o suicídio, mais nunca serei contra o suicida.


‘‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.”’ —